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Hugo Mendes | 1º ano de Farmácia - FFUC Olá. É com muita alegria que escrevo neste novo ano. Decidi partilhar algumas das experiencias que me foram marcando ao longo dos últimos anos enquanto pré-seminarista e não só. Desde cedo que fui aquele menino que qualquer adulto gosta: o menino educado, “certinho”, tímido, … também desde muito cedo que fui educado a conviver com a Igreja, com Jesus Cristo, com Deus, … mas na realidade quem eram eles para mim? Sinceramente não sabia. E é nesta realidade que surge a oportunidade de fazer o estágio do pré-seminário. Não sabia o que era e a curiosidade fez-me partir à descoberta. Classifico este momento como um dos mais importantes da minha curta vida. Gostei muito do ambiente criado nesse estágio e decidi continuar (afinal de contas não tinha nada a perder). Ao longo da caminhada enquanto pré-seminarista tive momentos altos e momentos menos altos. Ao inicio tudo era um mar de rosas, procurava fazer o que estava certo e procurava aprender. E assim fui continuando durante algum tempo até que, no final do 9º ano, a hipótese de entrar para o Seminário de Aveiro foi destruída pois naquele ano não foram aceites inscrições. E então isso permitiu-me continuar perto da família, num colégio religioso (que ia ajudando no caminho) e também no pré-seminário. Claro que a vida teve outras mudanças e comecei a participar em muitas actividades extra-curriculares. Isso fez-me desviar de um rumo que parecia totalmente certo e seguro: comecei a duvidar se queria mesmo ser padre. Chegado ao 11º ano, coloquei o pré-seminário em último lugar na minha vida (algo de que me arrependo ainda hoje, pelas razões mundanas e parvas (pequenas) que me fizeram tomar esta opção). Até perceber isto, a minha caminhada foi feita em sentidos estranhos, e se calhar alguns deles errados. Mas estou seguro que cresci à custa desses erros. E cheguei ao último ano de pré cheio de esperança em descobrir finalmente um rumo definitivo (a curto prazo) e acima de tudo com o objectivo de participar no máximo de oportunidades de crescimento e enriquecimento (no pré e noutros grupos). Foi um ano muito rico em experiencias, em que destaco a ida a Taizé como o ponto mais alto e importante desse ano: aí consegui finalmente encontrar o meu verdadeiro eu e acima de tudo encontrei um rumo para a minha vida. Finalmente compreendi tantas coisas que me faziam duvidar e hesitar na escolha do caminho a seguir. Depois de um ano imensamente rico (e de outros três anos de pré) era necessário escolher o que fazer: ir para o seminário ou então continuar o caminho por um rumo diferente. A minha escolha foi a segunda hipótese. Mas foi provavelmente a escolha mais difícil que fiz até hoje: apesar de algumas certezas, sentia que podia não ser aquele o rumo certo. E andei algum tempo a duvidar das minhas escolhas e do que tinha feito. Mas depois percebi o que é realmente importante: não tinha sido eu a escolher, mas sim Ele. Quero deixar então aqui está mensagem de confiança e esperança no rumo que o Pai traçou para nós. Acima de tudo é preciso nunca esquecer que por mais voltas que a nossa vida dê, é sempre a vontade de Deus que nos torna pessoas reais e completas. E acima de tudo, uma decisão deve ser tomada tendo em conta várias perspectivas e não só a que nos dá mais jeito ou que é mais aparente. Por isso não devemos querer decidir o que fazer a meio do caminho mas sim no final (ou próximo dele).
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© 2007, Pré-Seminário da Diocese de Coimbra |